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Braso, Ideal e Expresso Recreio se unem para oferecer o MOOV


Edição nº 97

3/05/2017

Por Juliana Marques

Muitas empresas do setor têm buscado alternativas para melhorar o atendimento e o relacionamento com seus clientes. Um recente exemplo é a criação do MOOV, aplicativo voltado para a venda de passagens de ônibus, desenvolvido através da parceria entre as empresas Braso Lisboa, Ideal e Expresso Recreio. “O MOOV é um serviço de transporte rodoviário especializado, focado na qualidade e na segurança da prestação de serviço. Está em operação há cerca de quatro meses em linhas que circulam desde o Centro até o Recreio, Piabas e Ilha do Governador. Temos observado, desde então, o aumento de 30% do número de passageiros e mais de 72% de taxa de recorrência por mês (utilização do serviço pela segunda vez). Para nós, esses números são bem positivos”, explica Vinícius Colonese, diretor da Expresso Recreio.

Atualmente, são oferecidos dois tipos de serviço: o exclusivo por demanda e o tradicional. O primeiro circula em horários diferenciados, definidos de acordo com as solicitações, e somente é permitida a entrada de pessoas que tenham programado sua viagem através do aplicativo. O motorista recebe o itinerário e nele estão apontados os locais de parada, a quantidade de passageiros a serem embarcados em cada local e quem são essas pessoas. Já o tradicional trafega tanto com quem utilizou o aplicativo como com os que pararam o coletivo durante o trajeto. O MOOV está disponível também em versão web, com as mesmas funcionalidades. “Acreditamos que, com o tempo, as pessoas vão se acostumar a utilizá-lo, até pela comodidade e maior sensação de segurança”, diz Colonese.

 

Foto: Arthur Moura

 

Aperfeiçoamento constante

Após cadastrar-se, o cliente pode efetuar sua compra escolhendo horário, locais de embarque e desembarque, assento e forma de pagamento – cartão de crédito, RioCard ou dinheiro. Então, é gerado um QR Code e a leitura da passagem é feita através de um tablet instalado dentro dos ônibus. “Sinalizar o local de desembarque é importante para sabermos em que momento aquele lugar no ônibus estará vazio, permitindo, assim, que trabalhemos melhor a nossa taxa de ocupação, aumentemos a rentabilidade
e diminuamos o custo fixo”, explica o diretor.

Análises de feedback de clientes e de possíveis ocorrências, como perda de celular, equipamento descarregado, embarque de filhos de usuários (pacote família) estão sendo fundamentais para o aperfeiçoamento da ferramenta. Estão previstas para maio mais novidades para os passageiros. “Para nós, empresários de ônibus, essa evolução representa um salto. Paralelamente, mostramos para a sociedade que estamos investindo em um sistema que efetivamente vai proporcionar mais conforto e segurança, sem nenhum acréscimo na tarifa. Nós, no Rio de Janeiro, nos preocupamos com esse desenvolvimento”, destaca Colonese.

 

Leitor infravermelho

Todos os motoristas da Expresso Recreio receberam treinamento para trabalhar nas linhas que utilizam o aplicativo e, periodicamente, instrutores acompanham a operação dentro dos ônibus, para tirar dúvidas e ajudá-los no que for preciso. Porém, isso deve mudar em breve. Para capitalizar o serviço e disponibilizá-lo no mercado, esse grupo de empresas, com apoio da Fetranspor, realizou estudos com a RioCard TI e a Prodata para adaptar o aplicativo ao mercado atual. Como resultado, foi desenvolvido um novo validador,  aparentemente como os que já estão em funcionamento dentro dos ônibus e dos terminais do Estado. A diferença é a existência de um leitor infravermelho para ser utilizado pelos dispositivos móveis. O início dos testes está previsto para o final de março.

O modelo de operação do aplicativo está sendo preparado para atender outras empresas. Em breve, o MOOV será implantado no sistema BRT, com o intuito de proporcionar mais velocidade na operação, diminuindo as filas para recarga e compra de passagens e os custos operacionais. “É um começo, mas temos a perspectiva de continuar, pois sabemos que o futuro é isso. Queremos colocar o nosso mercado sempre à frente do tempo e temos tecnologia e capacidade para mostrar que o que é feito em outras cidades do exterior se faz aqui também”, afirma Colonese.

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