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Flores realiza pesquisa para identificar problemas nos trajetos das linhas


Edição nº 104

18/02/2019

A Flores realizou, em agosto passado, pesquisa baseada em grupos de foco e entrevistas com motoristas e cobradores da empresa. O objetivo foi mapear as condições de trânsito, identificando os principais problemas nos trajetos das linhas, tanto em relação às vias como na questão da segurança pública. “Nossa intenção, ao fazer essa pesquisa, é apresentar para a mídia e para os órgãos públicos responsáveis os resultados do mapeamento dos problemas que enfrentamos como prestadores de serviço de transporte em nossa região. A expectativa é que, juntos, possamos encontrar soluções para diminuir essas questões e consequentemente ofertarmos um transporte cada vez melhor para nossos clientes”, afirmou a supervisora de Desenvolvimento Humano, Cristina de Souza Araújo Gullo.

O trabalho foi conduzido pela UP (Ulrich Pesquisa e Marketing), a partir da adoção de duas técnicas clássicas de pesquisa: qualitativa e quantitativa. Na primeira, realizada entre os dias 2 e 8 de agosto, foram formados cinco grupos de foco, com a participação de 8 a 10 motoristas e cobradores, divididos pelas cinco áreas da operação, que são chamadas de unidades de negócio, para discutirem os temas propostos. A formação desses cinco grupos de foco teve como objetivo permitir interações e explorar temas que não são muito racionalizados, bem como acompanhar as reações dos participantes aos argumentos. Cada discussão durou em média 2 horas e o resultado foi apresentado de forma descritiva, com conclusões sintéticas e foco estratégico.

Problemas identificados

Os participantes dos grupos de foco ajudaram a identificar, por exemplo: as condições e tipos dos pisos por onde trafegam os ônibus; as áreas mais deficientes em iluminação e sinalização, com semáforos desregulados, quebrados ou em excesso; quebra-molas perigosos; locais com maior incidência de acidentes; problemas de infraestrutura e segurança de terminais e pontos de ônibus; áreas com maior risco de assaltos e comunidades em conflito; vias de grande movimentação de pedestres e até de animais na pista; locais com estacionamentos irregulares e congestionamentos; ruas com problemas de coleta de lixo e alagamentos em dias de chuva intensa; vias com faltas de baias; a relação dos motoristas e cobradores com os passageiros; lugares onde a travessia de linhas de trem é perigosa; condições dos veículos e acessibilidade para cadeirantes, entre outras coisas.

Durante a pesquisa, os participantes também apresentaram possíveis soluções para alguns problemas como: a utilização de elevadores para cadeirantes mais adequados à infraestrutura da Baixada, mais guardas para o controle da travessia nas linhas de trem, melhor fiscalização de estacionamentos irregulares nas vias e do trânsito, necessidade de maior malha viária, entre outras.

 

Foto: Divulgação / Flores

 

Entrevistas pessoais

A segunda etapa, que corresponde à pesquisa quantitativa, foi realizada em novembro, por meio de entrevistas pessoais, na garagem da empresa. Foram aplicadas cerca de 350 entrevistas, sendo em média 70 por área da operação. O questionário utilizado foi construído a partir dos temas abordados no grupo de foco e continha onze questões.

Em uma delas, o participante deveria escolher o que mais o preocupava no dia a dia de seu trabalho, entre itens como: violência, vias precárias, dificuldade com passageiros, trânsito, terminais e transporte alternativo, entre outros. Em outra, ele podia marcar dois itens que representassem os maiores problemas de infraestrutura nas vias, como: pavimentação, obras, acostamento, cruzamentos, inundações, sinalização, entre outros. Havia também uma pergunta para assinalar os dois maiores causadores de congestionamentos, como: saída de escola, vias estreitas, excesso de veículos, obstáculos na pista , entre outros. E uma que pedia aos participantes para marcarem os dois problemas mais comuns na relação com os clientes, como: grosseria, ameaças, depredação do veículo, estudante sem RioCard, desembarque fora do ponto etc.

O resultado final desse trabalho deve ficar pronto no começo de 2019, quando o relatório da segunda etapa será concluído. A partir daí, a empresa iniciará a divulgação para a mídia e a negociação com os órgãos públicos, na busca para as soluções dos problemas mapeados.

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