Semove lança campanha do Maio Amarelo voltada para proteção de motociclistas
Número de mortes em sinistros com motociclistas aumentou 15 vezes entre 1995 e 2023 no Brasil.
- Semove lança campanha digital para o Maio Amarelo de 2026 em defesa da vida de motociclistas.
- Número de mortes em sinistros com motociclistas aumentou 15 vezes entre 1995 e 2023 no Brasil.
- Campanha visa conscientizar a sociedade sobre a vulnerabilidade dos motociclistas e promover um comportamento mais humano e empático nas ruas.
Iniciativa tem abordagem em defesa da vida e conscientização sobre vulnerabilidade de motociclistas e passageiros

A Semove lançou, em maio, uma campanha digital para o Maio Amarelo de 2026 voltada para a segurança dos motociclistas. A iniciativa fez uma abordagem diferente sobre o assunto: em vez de apenas criticar a substituição do uso do transporte público por motos, passou a defender a vida dos condutores e passageiros desse tipo de veículo. A campanha foi destinada tanto para quem usa a motocicleta para se deslocar, como para quem trabalha com entregas ou utiliza o veículo para prestar serviço de transporte por aplicativo.
O objetivo principal das ações é fazer com que a sociedade reconheça a vulnerabilidade das pessoas que andam de moto e passe a adotar um comportamento mais humano e empático nas ruas, conforme recomenda o tema do Maio Amarelo deste ano: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. “Enxergar o outro também significa reconhecer que escolhas individuais podem produzir efeitos coletivos”, afirma a gerente de Comunicação Institucional da Semove, Verônica Abdalla, responsável pela iniciativa.
Números e estratégia de comunicação
Os dados que baseiam a campanha mostram um cenário preocupante sobre a realidade desse meio de transporte no Brasil. Entre 1995 e 2023, o número de mortes em sinistros com motociclistas aumentou 15 vezes, passando de 792 para 13.521. Atualmente, as vítimas de acidentes com motos ocupam mais de 50% dos leitos em hospitais ortopédicos e prontos-socorros do País, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), no trabalho “Mortalidade e morbidade das motocicletas e os riscos da implantação do mototáxi no Brasil”. O perfil das vítimas fatais aponta que 89% são homens, 70% têm entre 20 e 49 anos, sendo que 35% são jovens de 20 a 29 anos.
A estratégia de comunicação nas redes sociais foi dividida em duas frentes de conteúdo. A primeira utilizou dois reels: um divulgando vídeo institucional da campanha nacional do Maio Amarelo, disponibilizado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, que coordena o movimento no Brasil, e o outro explicando como os motociclistas podem se proteger ao se aproximar dos ônibus, destacando os pontos cegos desses veículos, que são áreas externas totalmente fora do campo de visão do motorista, mesmo com o auxílio dos espelhos retrovisores. “Devido ao grande porte, à altura e ao comprimento do ônibus, existem regiões nas laterais, na parte traseira e logo à frente da cabine onde o condutor não consegue enxergar a aproximação de outros usuários da via. E como as motos são veículos menores que fazem deslocamentos rápidos, elas desaparecem facilmente nessas áreas sem visibilidade”, explica Abdalla.
União e consciência coletiva
A segunda frente de conteúdo teve como proposta aprofundar a consciência coletiva sobre a vulnerabilidade das motos, destacando os dados numéricos sobre acidentes, internações e mortes. Foram publicados dois carrosséis, sendo um com quatro fatos sobre o veículo, informando os dados descritos acima, e outro sobre o porquê o uso da motocicleta como meio de transporte é mais perigoso. Nesse carrossel também foram postados quatro cards (fatos): um que fala sobre a falta de proteção para o corpo do condutor ou passageiro em caso de impacto ou queda; outro, sobre a maioria dos modelos de motos usadas para transporte de pessoas serem de baixa cilindrada e com capacidade máxima de 140 kg, o que compromete sua estabilidade; o terceiro destaca as distrações durante os trajetos, como o uso de celular, principalmente por motociclistas de aplicativos, aumentando o risco de acidentes; e o último falando sobre barreiras de segurança menores em plataformas por aplicativo.
“Ao criar essa campanha, a Semove se uniu ao movimento Maio Amarelo, oferecendo um conteúdo didático e esclarecedor sobre uma questão que vem afetando a segurança viária em todo o País. Sabemos que um trânsito mais seguro é responsabilidade de todos e, portanto, nossa intenção enquanto entidade do setor de transporte público de passageiros foi somar, mostrando que a segurança viária é construída por toda a sociedade. É fundamental que todos entendam que por trás de cada corrida existe uma vida”, explica Verônica Abdalla.