“O Brasil é Coletivo” é lema da nova gestão da NTU para biênio 2025-2027
Entidade defende que o transporte coletivo seja o modo preferencial de deslocamento nas cidades.
- NTU promoveu evento de apresentação da nova direção e prioridades para 2025-2027.
- Entidade defende que o transporte coletivo seja o modo preferencial de deslocamento nas cidades.
- NTU busca recuperação da demanda de passageiros e fortalecimento das empresas operadoras por meio de contratos equilibrados.

participaram do evento
ANTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) promoveu, dia 27 de maio, no Unique Palace, em Brasília, o evento de apresentação da nova direção da entidade e das prioridades da gestão 2025–2027. Estiveram presentes na cerimônia o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha; o presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Hugo Motta (Republicanos/PB); o presidente da Comissão de Mobilidade Urbana da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), prefeito Sandro Mabel; empresários do setor; autoridades do Executivo, Legislativo e especialistas em mobilidade urbana. Pela Semove, participaram: o presidente executivo, Armando Guerra; a diretora de Mobilidade Urbana, Richele Cabral; a diretora Jurídica, Daniele Massoto; e o presidente do Conselho de Gestão, Marco Antônio Feres de Freitas. O presidente do Rio Ônibus, João Gouveia, também esteve presente.
Com o lema “O Brasil é Coletivo”, a nova gestão da NTU lançou um alerta: as cidades brasileiras estão à beira do colapso, caso o modelo baseado no transporte individual continue avançando. Segundo dados da Pesquisa CNT de Mobilidade da População Urbana 2024, os deslocamentos por carros e motos ultrapassaram pela primeira vez os realizados por ônibus, em algu- “O Brasil é Coletivo” é lema da nova gestão da NTU para biênio 2025-2027 mas capitais. A entidade defende que é preciso frear esse avanço e promover uma transição que vá além da questão energética. Trata-se de uma transição modal, que reposicione o transporte coletivo como eixo central do planejamento urbano.
“Modo preferencial de deslocamento”
“Defendemos que o transporte coletivo seja o modo preferencial de deslocamento, ultrapassando 50% das viagens motorizadas na matriz de mobilidade urbana. Se o transporte individual avançar acima disso, o risco real de colapso no trânsito e na qualidade de vida urbana fica iminente”, afirmou Edmundo Carvalho Pinheiro, novo presidente do Conselho Diretor da NTU
Nesse sentido, a NTU busca a recuperação integral da demanda de passageiros registrada antes da pandemia, investindo na ampliação da oferta de serviços, conforto, segurança e eficiência. A entidade também defende o fortalecimento das empresas operadoras por meio de contratos equilibrados do ponto de vista econômico-financeiro, que considerem a separação entre tarifa pública e tarifa técnica (que cobre os custos da operação), além da necessidade de políticas públicas que desonerem o impacto das gratuidades, hoje responsáveis por 22% do custo médio das tarifas do setor.

“ Defendemos que o transporte coletivo seja o modo preferencial de deslocamento, ultrapassando 50% das viagens motorizadas na matriz de mobilidade urbana. Se o transporte individual avançar acima disso, o risco real de colapso no trânsito e na qualidade de vida urbana fica iminente” Edmundo Carvalho Pinheiro, presidente do Conselho Diretor da NTU
Subsídios públicos e novos ônibus
A entidade reforça ainda a adoção de subsídios públicos aos passageiros pagantes como uma política permanente para assegurar tarifas públicas mais acessíveis. Atualmente, existem 395 cidades que têm subsídio para o transporte coletivo, mas apenas 148 adotam a separação tarifária, prevista na Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU). Segundo o IBGE, o Brasil possui 2.703 municípios atendidos por serviços organizados de transporte público por ônibus.
Outro eixo de atuação da nova gestão será o estímulo à aquisição de novos veículos, com metas que retomem os volumes históricos das frotas de ônibus e promovam a modernização do serviço. “A meta é superar 13 mil ônibus adquiridos por ano no transporte coletivo das cidades brasileiras, aproveitando a capacidade instalada da indústria nacional”, explicou Edmundo Pinheiro. Por fim, a NTU sugere, no campo da infraestrutura, a ampliação do tratamento preferencial ao transporte coletivo nas vias arteriais das cidades – principais eixos de ligação nas regiões urbanas – garantindo maior fluidez, integração e atratividade ao sistema.
O evento inaugurou uma nova fase de protagonismo institucional da NTU, baseada em metas, indicadores e propostas consistentes para um futuro urbano mais equilibrado. Para a entidade, mobilidade urbana é uma construção coletiva, que só será possível com envolvimento dos gestores públicos, do setor privado e da sociedade civil. “Queremos cidades feitas para pessoas, não para carros. Isso exige planejamento, financiamento, infraestrutura e um compromisso conjunto com o futuro das cidades”, concluiu Pinheiro.



Comissão de Mobilidade Urbana da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos, também participaram do evento da NTU