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“O Brasil é Coletivo” é lema da nova gestão da NTU para biênio 2025-2027

Entidade defende que o transporte coletivo seja o modo preferencial de deslocamento nas cidades.

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Por Redação Revista Ônibus • 16 de junho de 2025
  • NTU promoveu evento de apresentação da nova direção e prioridades para 2025-2027.
  • Entidade defende que o transporte coletivo seja o modo preferencial de deslocamento nas cidades.
  • NTU busca recuperação da demanda de passageiros e fortalecimento das empresas operadoras por meio de contratos equilibrados.
João Gouveia, Daniele Massoto, Marco Antônio Feres, Richele Cabral e Armando Guerra
participaram do evento

ANTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) promoveu, dia 27 de maio, no Unique Palace, em Brasília, o evento de apresentação da nova direção da entidade e das prioridades da gestão 2025–2027. Estiveram presentes na cerimônia o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha; o presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Hugo Motta (Republicanos/PB); o presidente da Comissão de Mobilidade Urbana da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), prefeito Sandro Mabel; empresários do setor; autoridades do Executivo, Legislativo e especialistas em mobilidade urbana. Pela Semove, participaram: o presidente executivo, Armando Guerra; a diretora de Mobilidade Urbana, Richele Cabral; a diretora Jurídica, Daniele Massoto; e o presidente do Conselho de Gestão, Marco Antônio Feres de Freitas. O presidente do Rio Ônibus, João Gouveia, também esteve presente.

Com o lema “O Brasil é Coletivo”, a nova gestão da NTU lançou um alerta: as cidades brasileiras estão à beira do colapso, caso o modelo baseado no transporte individual continue avançando. Segundo dados da Pesquisa CNT de Mobilidade da População Urbana 2024, os deslocamentos por carros e motos ultrapassaram pela primeira vez os realizados por ônibus, em algu- “O Brasil é Coletivo” é lema da nova gestão da NTU para biênio 2025-2027 mas capitais. A entidade defende que é preciso frear esse avanço e promover uma transição que vá além da questão energética. Trata-se de uma transição modal, que reposicione o transporte coletivo como eixo central do planejamento urbano.

“Modo preferencial de deslocamento”

“Defendemos que o transporte coletivo seja o modo preferencial de deslocamento, ultrapassando 50% das viagens motorizadas na matriz de mobilidade urbana. Se o transporte individual avançar acima disso, o risco real de colapso no trânsito e na qualidade de vida urbana fica iminente”, afirmou Edmundo Carvalho Pinheiro, novo presidente do Conselho Diretor da NTU

Nesse sentido, a NTU busca a recuperação integral da demanda de passageiros registrada antes da pandemia, investindo na ampliação da oferta de serviços, conforto, segurança e eficiência. A entidade também defende o fortalecimento das empresas operadoras por meio de contratos equilibrados do ponto de vista econômico-financeiro, que considerem a separação entre tarifa pública e tarifa técnica (que cobre os custos da operação), além da necessidade de políticas públicas que desonerem o impacto das gratuidades, hoje responsáveis por 22% do custo médio das tarifas do setor.

“ Defendemos que o transporte coletivo seja o modo preferencial de deslocamento, ultrapassando 50% das viagens motorizadas na matriz de mobilidade urbana. Se o transporte individual avançar acima disso, o risco real de colapso no trânsito e na qualidade de vida urbana fica iminente” Edmundo Carvalho Pinheiro, presidente do Conselho Diretor da NTU

Subsídios públicos e novos ônibus

A entidade reforça ainda a adoção de subsídios públicos aos passageiros pagantes como uma política permanente para assegurar tarifas públicas mais acessíveis. Atualmente, existem 395 cidades que têm subsídio para o transporte coletivo, mas apenas 148 adotam a separação tarifária, prevista na Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU). Segundo o IBGE, o Brasil possui 2.703 municípios atendidos por serviços organizados de transporte público por ônibus.

Outro eixo de atuação da nova gestão será o estímulo à aquisição de novos veículos, com metas que retomem os volumes históricos das frotas de ônibus e promovam a modernização do serviço. “A meta é superar 13 mil ônibus adquiridos por ano no transporte coletivo das cidades brasileiras, aproveitando a capacidade instalada da indústria nacional”, explicou Edmundo Pinheiro. Por fim, a NTU sugere, no campo da infraestrutura, a ampliação do tratamento preferencial ao transporte coletivo nas vias arteriais das cidades – principais eixos de ligação nas regiões urbanas – garantindo maior fluidez, integração e atratividade ao sistema.

O evento inaugurou uma nova fase de protagonismo institucional da NTU, baseada em metas, indicadores e propostas consistentes para um futuro urbano mais equilibrado. Para a entidade, mobilidade urbana é uma construção coletiva, que só será possível com envolvimento dos gestores públicos, do setor privado e da sociedade civil. “Queremos cidades feitas para pessoas, não para carros. Isso exige planejamento, financiamento, infraestrutura e um compromisso conjunto com o futuro das cidades”, concluiu Pinheiro.

Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados
Sandro Mabel, presidente da
Comissão de Mobilidade Urbana da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos, também participaram do evento da NTU

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