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Semove realiza as campanhas “Depredação e pertencimento” e “O preço da pressa”

Campanha destaca riscos do transporte por motocicletas e prejuízos da depredação de ônibus.

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Por Redação Revista Ônibus • 17 de junho de 2025
  • Semove promoveu campanha sobre segurança viária em maio.
  • Campanha destaca riscos do transporte por motocicletas e prejuízos da depredação de ônibus.
  • Ônibus são considerados mais seguros do que mototáxis devido à fiscalização e manutenção regular.

Focos são os riscos do transporte por motocicletas e prejuízos causados pelas depredações

Durante todo o mês de maio, a Semove promoveu, através de seu perfil no instagram (@semove.rj), a campanha “O preço da pressa”, sobre segurança viária, corroborando com o Maio Amarelo, movimento internacional com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito. A campanha focou, principalmente, nos riscos que o serviço de moto, que vem crescendo como opção de transporte em grande parte das cidades brasileiras, gera para as vidas das pessoas. Outra campanha – “Depredação e pertencimento” -, ainda em andamento, destaca os prejuízos e consequências da depredação dos ônibus.

As peças de comunicação (vídeo e cards) da campanha “O preço da pressa” trouxeram informações essenciais e amplamente divulgadas na mídia, para esclarecer à sociedade sobre os perigos do serviço de moto e a importância de se fazer a escolha por um transporte mais seguro. Entre os dados já publicados na grande imprensa e utilizados na campanha estão: o fato de que três a cada quatro acidentes envolvem motos e uma pesquisa sobre o alto custo de internações por acidentes com motociclistas em 2024. A partir da exposição dessa realidade, a campanha convida as pessoas a refletirem, por exemplo, que apesar da rapidez e do custo mais acessível, esse tipo de transporte, ao causar mais acidentes, coloca vidas em risco.

Ônibus é mais seguro

Ao mesmo tempo em que alerta para os perigos dos mototáxis, a campanha lembra que viajar de ônibus é mais seguro, tendo em vista que os veículos são guiados por motoristas profissionais, treinados constantemente. Além disso, os ônibus passam por manutenções periódicas nas garagens das empresas, para garantir seu perfeito funcionamento, evitando os riscos de acidentes. Outro fato destacado é que, ao contrário do transporte por ônibus, o transporte por aplicativo não é fiscalizado, regulamentado e não se responsabiliza por qualquer acidente que possa acontecer.

Os mototáxis têm sido alvo de questionamentos enquanto meio de transporte em várias cidades brasileiras. Em matéria publicada na edição 128, a Revista Ônibus falou sobre a polêmica envolvendo a Prefeitura de São Paulo e as empresas de transporte por aplicativo a respeito da legalidade do serviço de mototáxi. O texto lembrou um levantamento da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), de 2023, mostrando que o número de motociclistas mortos em decorrência de acidentes no Brasil chegou a 12.870 — média de 35 óbitos por dia. “A dificuldade de manter uma fiscalização eficiente em tempo integral e a falta de leitos hospitalares em alguns municípios levam as administrações locais a temerem a implantação do serviço”, diz um trecho da matéria, da jornalista Tânia Mara.

“Com a campanha “O preço da pressa”, a Semove busca chamar a atenção da sociedade para esse problema, tentando impactar as pessoas, fazendo-as refletirem e concluírem que não vale a pena economizar nem tempo, nem dinheiro em troca da própria vida”, afirma a gerente de Mobilidade Urbana da Federação, Eunice Horácio.

A lei do retorno

A campanha “Depredação e pertencimento”, ainda em andamento, também acontece no perfil da entidade no Instagram (@semove.rj), e tem como foco a conscientização sobre os problemas gerados em casos de depredação dos ônibus. A ideia é levar os usuários do transporte público a refletirem sobre os prejuízos provocados por esse tipo de atitude.

A base da campanha está na frase “O que você faz no transporte hoje pode esperar por você amanhã”. A ideia alerta diretamente sobre as atitudes de cada pessoa e as consequências dessas atitudes. É a famosa lei do retorno, que trata sobre nossas escolhas e seus efeitos em nossas vidas.

Situações reais

Ao mostrar diversas situações reais de depredação, como assentos pichados, rabiscados e rasgados, janelas quebradas, ar- -condicionado obstruído, chicletes no chão, nos vidros ou colados nos bancos e lixo deixado no interior do veículo, as postagens reforçam que cada atitude reflete tanto na experiência coletiva como na individual. Ou seja: a pessoa que cola um chiclete no banco hoje poderá ser a mesma que amanhã sentará nesse mesmo banco. Assim, frases como “Deixar lixo no transporte atrai mais do que problemas” e “Pichar o transporte deixa marcas em todos: no veículo e em quem depende dele” complementam o conceito central da campanha

“De forma descontraída, essa campanha pretende criar uma conexão com o público, convidando-o à reflexão. Ao mesmo tempo, procura valorizar os passageiros que entendem a importância de manter o veículo limpo e conservado para o uso coletivo, e destacar o papel dos profissionais responsáveis pela limpeza e manutenção dos ônibus nas garagens”, esclarece a gerente de Comunicação Institucional da Semove, Verônica Abdalla.

Responsabilidade de todos

A campanha explora ainda o fato de que um ônibus depredado fica retido na garagem para manutenção, resultando em menos veículos em operação e maior tempo de espera nos pontos, pois um banco rasgado, por exemplo, demanda um período de dois dias para conserto pelo profissional estofador, o que significa dois dias do ônibus fora de circulação e redução da frota na linha de operação do veículo. E aí, mais uma vez a lei do retorno se faz presente: quem rasgou o banco pode ser a mesma pessoa que vai esperar pelo ônibus no ponto por mais tempo.

Segundo Eunice Horácio, “a proposta, portanto, é reforçar que o cuidado com o ônibus, que sai da garagem limpo, revisado e preparado para transportar as pessoas com segurança durante todo o dia, levando- -as até seus destinos, é responsabilidade não apenas das empresas e dos rodoviários, mas dos usuários desse modo de transporte”.

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