2º Desafio do Coletivo elege três novos projetos

30/11/2020 |

Programa de inovação em mobilidade urbana da NTU escolhe as startups VM9, Axis e x4Fare

O Coletivo, programa de inovação em mobilidade urbana criado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), em maio do ano passado, apresentou, no dia 4 de setembro, os vencedores do seu segundo desafio: a startup VM9 foi a primeira colocada da competição, seguida pela Axis Mobfintech, que ficou com o segundo lugar, e pela x4Fare, em terceiro. As três propostas, agora, passam a ter prioridade para pré-incubação no Hub de Inovação do Coletivo, espaço onde se reúnem empresas de base tecnológica com alto potencial de crescimento e potenciais investidores.
A vencedora, VM9, de Nova Friburgo (RJ), desenvolveu uma Plataforma de Inteligência Geoestatística, que permite gestão inteligente e integrada de demandas de planejamento, comunicação, predição e operação dos sistemas de transportes. Para isso, faz uso de Inteligência Artificial, Big Data e Controle Estatístico de Processos (CEP). O projeto é voltado para órgãos gestores da mobilidade, centros de operação e empresas de transporte urbano. Na sua apresentação, o CEO da VM9, Marcos Marconi, contou que a startup já está incubada no Centro de Operações do Rio de Janeiro e que, a partir da pré-incubação no programa Coletivo, poderá avançar nas demandas do setor privado em paralelo com o setor público, “com foco no fortalecimento do transporte, na sua sustentabilidade, inovando na comunicação e na resiliência desse sistema”, destacou.

“Foco é no fortalecimento do transporte, na sua sustentabilidade, inovando na comunicação e na resiliência desse sistema”
Marcos Marconi, CEO da VM9

SEGUNDO E TERCEIRO LUGARES
A Axis Mobifintech, de São Paulo (SP), é uma fintech (financial technology ou tecnologia financeira, em português), que desenvolve produtos financeiros totalmente digitais, com uso da tecnologia como diferencial. Seu foco é justamente na mobilidade urbana e a proposta apresentada é uma solução de pagamento do sistema de transporte público que permite gerar novas receitas para o sistema. De acordo com Milton Silva, representante da startup, o projeto compreende o desenvolvimento de um aplicativo com cartão de débito atrelado por meio de QR Code. “Estão incluídas soluções para o pagamento de contas, recarga de celular e outras funções. Também permite monitoramento da frota”, informou. Segundo ele, o aplicativo foi pensado para se integrar a todos os tipos de modais de transporte – ônibus, patinetes, bicicletas e outros – e desenhar o melhor serviço para o usuário/gestor, de acordo com o custo benefício.
A x4Fare, também de São Paulo (SP), apresentou uma proposta que envolve soluções de pagamento do transporte público por meio do PIX, sistema de pagamento instantâneo, e de outras carteiras digitais ou qualquer meio, como vale-transporte, cartão do estudante e EMV (adotado nos cartões de crédito e débito e cuja tecnologia foi criada pelas bandeiras Europay, Mastercard e Visa). A solução prevê a utilização, dentro dos ônibus, de uma clearing financeira, que se comunica via nuvem através de internet das coisas (IoT), de forma fácil, segura e com custos reduzidos. “Nosso papel é garantir a segurança e a rastreabilidade transacional desse processo. Por isso, trabalhamos com todos os protocolos e requisitos de segurança para torná-lo mais fácil, mais inteligente e mais barato”, frisou o CEO da startup, Rafael Volpato.

“Estão incluídas soluções para o pagamento de contas, recarga de celular e outras funções. Também permite monitoramento da frota”
Milton Silva, representante da Axis Mobifintech

IMPACTO NO PLANEJAMENTO, OPERAÇÃO E GESTÃO
De acordo com Maria Luiza Machado, coordenadora de Inovação da NTU, os três primeiros colocados abordam temas de grande impacto. “Os projetos se propõem a impactar tanto o planejamento, quanto a operação e a gestão de dados dos sistemas de transportes urbanos. Inovações voltadas para a bilhetagem eletrônica ficaram bem evidentes no Desafio deste ano, uma vez que é um problema raiz do sistema de transporte público atualmente”, afirmou. A coordenadora lembrou ainda que no período pós- -pandemia da Covid-19, soluções como essas são importantes, pois se propõem a gerir os dados de forma mais eficiente. “Por exemplo, ao planejar um determinado sistema de acordo com a demanda real, seria possível reduzir a questão dos veículos lotados, pois o sistema seria desenhado com base nos novos padrões de deslocamento da população”, explica.
O 2º Desafio Coletivo classificou para a final seis novos projetos, após uma seleção entre 26 inscritos. Além das vencedoras, participaram do Pitch Day, evento on-line, realizado no canal NTU Brasil, no Youtube, para a escolha dos três melhores projetos, as startups: Mobilicei, de Caruaru (PE); Plataforma, de Fortaleza (CE), e a eTrip Controls, de Goiânia (GO). As propostas, já em estágio mínimo de desenvolvimento, na forma de protótipo ou de Produto Mínimo Viável (MVP), foram apresentadas para seis jurados e cada participante teve cinco minutos para defesa e mais cinco para responder as perguntas do júri.
A comissão julgadora foi formada por: Marcelo Bruto, Secretário de Desenvolvimento Urbano de Pernambuco; Luiz Carlos Branco, superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP); Cristina Albuquerque, da WRI Brasil; Edmundo Pinheiro, presidente do Conselho de Inovação da NTU, e Richele Cabral, diretora de Mobilidade Urbana da Fetranspor. O público que assistia ao evento foi o sexto membro do júri, votando através de formulário on-line e contabilizando um voto.

“Nosso papel é garantir a segurança e a rastreabilidade transacional desse processo (pagamento por Pix e outras carteiras digitais). Por isso, trabalhamos com todos os protocolos e requisitos de segurança para torná-lo mais fácil, mais inteligente e mais barato”
Rafael Volpato, CEO da x4Fare

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