O subsídio ao transporte coletivo deve ser visto como investimento no cidadão, defende Rodrigo Tortoriello
Pandemia de covid-19 mostrou que sistema de transporte não se sustenta apenas com tarifas.
- Consultor defende que financiamento do transporte coletivo seja visto como investimento.
- Pandemia de covid-19 mostrou que sistema de transporte não se sustenta apenas com tarifas.
- Debate sobre gratuidade nas tarifas municipais avançou com aceitação do subsídio como mecanismo de gestão.
O financiamento do transporte coletivo deve ser compreendido como investimento para garantir o acesso da população ao espaço urbano, e não como repasse de verbas para empresas do setor. Essa posição foi apresentada pelo consultor em mobilidade urbana, Rodrigo Tortoriello, dia 17 de junho, em Brasília, durante o seminário Tarifa Zero no Brasil: desafios, expectativas e perspectivas, organizado pela Revista Fórum, com apoio do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal.
De acordo com o especialista, o período da pandemia de covid-19 demonstrou que o sistema de transporte não se sustenta apenas com o dinheiro arrecadado pelas tarifas. Tortoriello explicou que as restrições da época impediram a circulação de veículos com ocupação total nos horários de pico, o que evidenciou a necessidade de verbas complementares para manter as frotas em operação. O consultor ressaltou que o funcionamento de serviços públicos naquele período dependeu diretamente da manutenção do transporte.
Segundo o especialista, o debate sobre a gratuidade nas tarifas municipais avançou a partir da aceitação do subsídio como mecanismo de gestão. Tortoriello destacou que os gestores públicos precisam superar a visão de que o transporte coletivo é um tema de interesse restrito aos empresários. O objetivo da mudança de perspectiva é assegurar que os recursos do orçamento sejam aplicados para que o cidadão tenha direito de acesso à cidade.