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Vá de Ônibus: a plataforma de mobilidade urbana ideal para os cidadãos fluminenses

Ferramenta criada e gerida pela Semove é a única a fornecer informações sobre linhas municipais…

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Por Redação Revista Ônibus • 19 de setembro de 2025
  • Analisando os pontos principais da matéria...

Ferramenta criada e gerida pela Semove é a única a fornecer informações sobre linhas municipais e intermunicipais do estado do Rio

Em 1962, o estúdio de animação Hanna-Barbera lançou a série de desenho “Os Jetsons”, que mostrava o dia a dia de uma família vivendo no ano de 2062. Robôs para todos os tipos de serviços, dispositivos móveis, ligações de vídeo e carros ­voadores faziam parte da rotina dos Jetsons. Ainda nem chegamos em 2062 e a maior parte das tecnologias futuristas apresentadas na série já é realidade; algumas foram introduzidas ainda no século XX. Hoje, vivemos a era da Inteligência Artificial e dos aplicativos. Todos os dias surgem novas e melhores ferramentas para facilitar o traba­lho e a vida das pessoas, em todas as suas necessidades e demandas. É o caso do Vá de Ônibus.

 

Quando se fala em mobilidade urbana, o aplicativo Vá de Ônibus (VDO) apresenta importante vantagem para tornar mais prática e fácil a vida do cidadão fluminense que utiliza o ônibus como meio de transporte em seus deslocamentos: a plataforma fornece informações em tempo real não apenas sobre as melhores rotas referentes ao transporte público coletivo dentro de um município específico, mas dentro de quase todo o estado do Rio de Janeiro. Isso permite ao usuário o planejamento integral de suas viagens, sejam elas de um ponto a outro de uma mesma cidade ou de um ponto a outro entre cidades diferentes.

“É uma particularidade entre os aplicativos de mobilidade urbana, que faz com que o Vá de Ônibus seja uma plataforma única devido ao seu alcance mais amplo. O usuário que opta pelo ônibus para sair de um município da Baixada Fluminense para um bairro da Zona Sul do Rio, por exemplo, conta com as informações sobre o trajeto inteiro, do início ao fim, desde o primeiro embarque, no ponto mais próximo de onde ele estiver, incluindo os transbordos, até o último desembarque, no ponto mais próximo do seu destino”, destaca o gerente de Planejamento e Controle da Semove, Guilherme Wilson.

 

Aplicabilidade em nível estadual

Segundo o gerente, esse diferencial se dá pelo fato de o VDO abrigar, em seu banco de dados, informações sobre as linhas de ônibus da maior parte dos municípios do estado do Rio onde atuam empresas operadoras filiadas à Semove que disponibilizam dados de GPS, e sobre as linhas intermunicipais que ligam as cidades fluminenses entre si.

A aplicabilidade em nível estadual é possível devido ao acordo de cooperação técnica entre a Semove e o Detro-RJ (Departamento de Transportes Rodo­viários do Estado do Rio de Janeiro), que viabiliza o intercâmbio de informações dos dados de GPS das empresas de transporte rodoviário intermunicipais. Ou seja: o Detro disponibiliza os itinerários das linhas e o acesso on-line aos dados de GPS das posições dos ônibus em circulação, em tempo real, e a Semove mantém esse sistema de informação atua­lizado para o usuário, através do Vá de Ônibus.“O Detro, sempre preocupado com o bem-estar do cidadão, entende que um aplicativo que mostra os ônibus em tempo real facilita a vida do usuário, evitando longas esperas no ponto e permitindo uma viagem mais eficiente e tranquila”, afirma o presidente do Detro-RJ, Raphael Salgado.

 

“Capilaridade inédita”

Guilherme Wilson destaca que a equipe da Semove à frente da construção, formatação e manutenção do VDO “trabalhou incessantemente nos últimos dois anos para conseguir oferecer à população do estado do Rio uma plataforma diferenciada em comparação às disponíveis no mercado que cumprem atualmente a funcionalidade de oferecer informações em tempo real sobre o transporte público. Essa capilaridade inédita do Vá de Ônibus o diferencia de outros aplicativos de mobilidade”, afirma o gerente.

O especialista em Produtos Digitais da Semove, ­Guilherme Tavares, detalhou algumas das várias aplicações da plataforma: “o usuário consegue ter uma previsão de em quanto tempo aquele ônibus vai chegar ao ponto dele, de quanto tempo a viagem dele vai durar, qual o melhor caminho para chegar ao destino desejado, quais linhas pode utilizar, os pontos de parada existentes, os pontos de parada das linhas sugeridas ao longo dos trajetos… O ­aplicativo passou por vários testes para conseguir entregar tudo isso. E, como se trata de uma plataforma que deve estar sempre em evolução, novas funcionalidades poderão ser incluídas”, explica.

Segundo Tavares, o VDO hoje já conta com dados de 1.900 linhas e dezenas de milhares de pontos de parada, abrangendo todos os municípios atendidos pelos sindicatos associados à Semove e diversas linhas intermunicipais do Estado, em especial da Região Metropolitana.

 

Ferramenta que alimenta

O Vá de Ônibus se destaca por ser uma ferramenta cujas funcionalidades vão muito além de atender de forma ampla, rápida e integrativa os ­usuários do transporte público do estado do Rio, através de seu aplicativo móvel e do site. Ele alimenta dezenas de plataformas, entre elas o Google Maps, Apple e Microsoft, fornecendo itinerários, horários e previsões de chegada, e permitindo que esses parceiros tecnológicos recebam dados para construir soluções complementares, como outros aplicativos de mobilidade e até painéis analíticos.

“Nossa ferramenta está presente em boa parte das plataformas utilizadas por milhões de pessoas na hora de escolher a melhor forma de chegar aos seus destinos. É a partir dos dados fornecidos por ela, para a maioria dos aplicativos de mobilidade, que os passageiros conseguem decidir sobre seus deslocamentos”, esclarece Tavares.

 

“Infraestrutura robusta”

A plataforma contribui também para a gestão das empresas de ônibus, que podem adotá-la não apenas para fornecer informações aos seus clientes/passageiros, mas, sob demanda, para monitoramento, ajuste de rotas e gestão de desempenho das linhas, otimizando a operação e proporcionando melhorias na qualidade do serviço e na satisfação dos usuários.

“Por trás da interface simples do aplicativo ou do site há uma infraestrutura complexa e robusta, capaz de receber, validar e distribuir um volume massivo de informações 24 horas por dia. Por isso, podemos dizer que o Vá de Ônibus é mais do que um aplicativo, mais do que uma plataforma; trata-se de uma infraestrutura de dados. Ele torna a informação de ônibus útil, rápida e compartilhável; conecta o cliente, a operação e a gestão num mesmo fluxo, e transforma dados em serviços úteis não apenas para quem está no ponto, mas para quem decide sobre oferta, frequência e qualidade do transporte público”, explica o coor­denador de Projetos da Semove, Andherson Ojeda.

 

Fontes de dados

O abastecimento de dados do VDO é proveniente de diferentes fontes, como: a bilhetagem eletrônica; sistema de GPS, alimentado em tempo real pelos centros de controle operacionais das empresas (CCOs), possibilitando o acesso à localização de milhares de ônibus simulta­neamente; o Detro-RJ, a partir do acordo de cooperação citado acima; e os próprios clientes do sistema de transporte público, que podem enviar, pelo próprio aplicativo, informações e feedbacks sobre pontos de parada e itinerários das linhas, contribuindo para melhorar e corrigir a base de dados.
Segundo Ojeda, as informações advindas dessas fontes variadas passam por processos de curadoria, validação e padronização, para garantir consistência e compatibilidade com formatos internacionais, como o GTFS (General Transit Feed Specification), usado por sistemas de todo o mundo. “É justamente isso que possibilita ao VDO não ser apenas um aplicativo, mas um provedor oficial de dados para grande parte do ecossistema de mobilidade urbana do estado do Rio”, destaca.

 

Proprietária e gestora

Enquanto as operadoras de transporte público, as empresas de GPS, o Detro-RJ e os CCOs são os responsáveis pelo envio dos dados de localização dos ônibus, cabe à Semove, como detentora da propriedade integral e como gestora da plataforma, validar, administrar e organizar as informações recebidas para que possam ser acessadas. Os dados tratados são disponibilizados no site, no aplicativo do Vá de Ônibus, para boa parte dos aplicativos de mobilidade urbana existentes no mercado e para os APIs (conjunto de normas que permite a comunicação e a troca de dados e funcionalidades entre diferentes plataformas de software).

“Temos uma equipe especializada em georreferenciamento, com formação avançada, que garante a sustentação técnica e a evolução desse ecossistema. Se, por um lado, nossos parceiros nos alimentam com os dados de localização, nós os retroalimentamos com o refinamento desses dados. Esse processo conjunto nos permite atender à principal demanda do cliente, que é saber onde e quando o ônibus vai passar”, defende Guilherme Wilson.

 

Constante evolução

Como qualquer ferramenta de ponta, o VDO exige evolução constante. Para os próximos anos, fazem parte do planejamento: a ampliação da cobertura GPS, visando atingir 100% da frota e reduzir lacunas de informação; a implementação de novos módulos de interação com o cliente, para melhorar o ­feedback; a integração com sistemas de pagamento digital de tarifas, como QR Codes e carteiras virtuais; a adoção de painéis de indicadores em tempo real, para monitoramento da qualidade operacional; e a atualização tecnológica, visando ao crescimento e adaptação às demandas dos usuários e demais públicos beneficiados com a plataforma.

“No momento, já estamos trabalhando para o lançamento, ainda este ano, de um ­chatbot, cuja base de dados é o Vá de Ônibus. Esse robô, que atua como assistente virtual, será utilizado para atendimento ao cliente, de forma bastante fácil e ágil. Sabemos que o WhatsApp é um aplicativo que se tornou essencial na vida dos brasileiros, sendo adotado por 98% das pessoas que possuem celular. E que essa ferramenta, associada à inteligência artificial, é uma ótima opção para que os usuários possam acessar informações sobre os serviços de utilidade pública, como o transporte por ônibus”, finalizou Guilherme Wilson.

 

História: quando e por que a Semove criou o Vá de Ônibus?

O Vá de Ônibus é uma das primeiras plataformas de mobilidade urbana surgidas no Brasil. Iniciado em 2005, tinha como objetivo atender à demanda da população do estado do Rio de Janeiro por informação con­fiável sobre os serviços de transporte por ônibus, bem como incentivar o uso desse modo de deslocamento pelos cidadãos fluminenses. “Na época, foi um grande desafio organizar os dados sobre linhas, itinerários, horários e pontos de parada, até então fragmentados, mantidos de forma isolada pelas empresas, consórcios ou órgãos públicos. As informações aos passageiros eram dispersas, sem uma fonte única, confiável e atualizada que orientasse suas viagens”, lembra a diretora de Mobilidade Urbana da Semove, Richele Cabral, que coordenou todo o processo de criação da plataforma.

Segundo a diretora, a ferramenta começou funcionando como um portal de consulta de linhas e evoluiu para uma central de compartilhamento de dados, integrando as empresas de ônibus, seus sindicatos e parceiros tecnológicos de mobilidade urbana no Estado. “A ideia era disponibilizar todas as informações do transporte coletivo por ônibus intermunicipal e municipal em uma única plataforma, tornando-a referência, tanto para os passageiros, como para as operadoras, os órgãos gestores e os parceiros. Ou seja, o Vá de Ônibus nasceu como uma base de dados unificada de itinerários e horários, mas logo expandiu sua função tornando-se um sistema completo de mobilidade”, afirma.

Já em 2007, informa a diretora, a plataforma passou a alimentar grandes portais e serviços como Google Transit e outros aplicativos de mobilidade. Mais tarde, começou a contar com novos parceiros, como Microsoft Bing Maps e Apple, consolidando-se como fonte oficial para dados de transporte no estado do Rio. “Nosso diferencial não estava apenas em reunir informações estáticas, mas em criar um modelo vivo, dinâmico, que pudesse acompanhar mudanças diárias na operação dos ônibus”, reforça Richele.

Um importante passo na evolução do Vá de Ônibus foi dado em 2014, com o lançamento de sua primeira versão mobile. A iniciativa foi motivada pela realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, visando atender turistas nacionais e internacionais que viriam para o evento. Dois anos depois, foi lançado o primeiro aplicativo VDO, disponibilizado tanto para o sistema Android como para iOS e adotado como plataforma oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro durante a Olimpíada de 2016, sediada na cidade. Em 2020, o início da pandemia da Covid-19 e a consequente necessidade de reclusão das pessoas em suas casas, por um longo período, no chamado lockdown, resultaram em várias alterações nas linhas de ônibus e, com isso, o aplicativo precisou ser interrompido e, logo em seguida, reestru­turado.

A partir de 2024, com a integração do VDO aos sistemas de GPS das frotas de ônibus das empresas, já totalmente equipadas com validadores on-line, foi possível avançar numa das principais demandas dos passageiros: o posicionamento dos veículos em tempo real. “Essa funcionalidade revolucionou a experiência do cliente ao permitir o planejamento dos deslocamentos com previsões de chegada baseadas na realidade do tráfego e da operação. Além disso, a plataforma incorporou dados de bilhetagem eletrônica, monitoramento sob demanda da qualidade da operação e gerando até indicadores de desempenho. Com isso, deixou de ser apenas uma plataforma para consulta sobre o serviço de ônibus e passou a ser um instrumento estratégico de planejamento do transporte coletivo por ônibus no estado do Rio”, conclui a diretora.

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