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Veto russo às exportações e conflitos no Oriente Médio ameaçam oferta global de diesel

Preços do diesel no atacado na Europa atingiram máxima de US$ 60,70 por barril.

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Por Redação Revista Ônibus • 10 de julho de 2026
  • Rússia proibiu a exportação de diesel devido a ataques de drones ucranianos às refinarias.
  • Preços do diesel no atacado na Europa atingiram máxima de US$ 60,70 por barril.
  • Escassez de diesel pode afetar abastecimento em mercados da América Latina, África e Sudeste Asiático.

O fornecimento mundial de diesel enfrenta risco de escassez global após a Rússia proibir a exportação do combustível, em anúncio realizado dia 8 de julho. A medida, motivada pelos danos causados por ataques de drones ucranianos às refinarias russas, agrava-se com o encerramento do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o que paralisou o transporte no Estreito de Ormuz.

A combinação destes fatores provocou a disparada dos preços do diesel no atacado na Europa, onde o prêmio em relação ao petróleo atingiu a máxima de US$ 60,70 por barril. Embora o valor do petróleo tenha recuado para a casa dos US$ 70 após atingir picos de US$ 100 durante o conflito, o diesel segue negociado próximo a US$ 135 por barril, impedindo que a queda do óleo bruto seja repassada aos postos de combustíveis.

Segundo dados da empresa de análises Kpler, os ataques da Ucrânia comprometeram até 45% da capacidade de refino da Rússia. Com isso, as exportações marítimas russas de diesel, que historicamente ficavam entre 700 mil e 800 mil barris por dia, caíram para 260 mil barris diários em junho, o menor nível em uma década. O desabastecimento atinge o mercado interno russo, gerando alta de 16% nos preços locais e filas em postos. Analistas apontam que a recuperação total das estruturas russas pode demorar meses ou anos devido às sanções ocidentais que barram a compra de peças.

A interrupção dos envios deve afetar o abastecimento e acirrar a disputa pelo produto em mercados da América Latina (incluindo o Brasil), África e Sudeste Asiático, que passaram a ser os principais destinos do combustível russo após as sanções europeias de 2022. Com o veto de Moscou, os compradores dessas regiões passam a competir diretamente pelo diesel disponível no mercado internacional, inclusive com a Europa. Nos Estados Unidos, principal exportador global, os estoques de destilados operam perto do menor patamar em 23 anos, o que também limita a capacidade de atendimento da demanda externa no longo prazo.

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